Descrição
Todas as famílias têm um repertório próprio de histórias, que vai passando de geração a geração. Essa que conto agora, mesclada com enxertos de imaginação e ficção, era contada para mim e para meu irmão Ricardo por nossa mãe, desde a infância. Lampião existiu mesmo. Considerado por uns como herói e por outros como bandido, por seu carisma e empatia com o povo, liderando um bando de sem leis, saqueava, matava e trazia o terror a uma vasta região do nordeste brasileiro. O cangaço fez parte da história do Brasil, nas primeiras décadas do século XX. Lendas, exageros, mitificações fazem parte das narrações de feitos desse anti-herói que não media maldades para alcançar seus objetivos. Poucos homens valentes como o avô Zé Rocha enfrentavam o vilão, com sucesso. Na madrugada de 28 de julho de 1938 o bando de Lampião foi pego de surpresa por um ataque das tropas volantes. O bandido e sua companheira Maria Bonita morreram no local. Mas a história que meus leitores vão ler é também sobre um momento de vida de família tradicional do nordeste brasileiro.
Além da vivência do dia a dia, uma festa de casamento, com alguns rituais e comidas típicas dessa região do nosso imenso Brasil.
Acompanha um caderno de receitas de Nhá Ninha, com comidas típicas do nordeste
Regina de Barros Correia Casillo
Ilustrações de Mari Ines Piekas













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